POLÔNIA

Introdução

A Polônia é um dos maiores países da Europa Oriental. Foi o primeiro a se libertar do governo comunista. Está localizado no centro da Europa, às margens do Mar Báltico, fazendo fronteira a leste com a Rússia, Lituânia e Ucrânia, e a oeste com a Alemanha.

Relevo

Grande parte do território polonês corresponde a uma extensa planície de origem glaciária, semelhante às terras baixas da Alemanha setentrional, que se eleva ao sul, nos Montes Cárpatos.

A planície polonesa deve seu aspecto natural ao curso do rio Vístula. Suas terras são periodicamente cobertas pelo mesmo rio, além de receberem grandes quantidades de limo, o que as torna férteis para a agricultura.

Clima

Invernos rigorosos e verões quentes caracterizam o clima continental. Os níveis de chuva não são muito altos, com exceção das regiões montanhosas.

História

966 - conversão do país ao Cristianismo;

1370 - fim da primeira dinastia Piast;

1386 - o grão-duque da Lituânia, Jagello, casa-se com a princesa da Polônia Jadwing;

1569 - a união é formalizada 200 anos depois, criando um Estado que se estende do Mar Báltico, no norte, até o Mar Negro no sul;

Século XVI - renascimento Polonês nas artes e literatura;

1791 - o país passa por experiências novas e radicais na democracia, culminando com a Constituição de 3 de Maio, que garante privilégios e direitos aos burgueses e camponeses;

1815 - o território polonês é dividido entre a Prússia, Rússia e a Áustria;

1918 - final da Primeira Guerra Mundial, com a dissolução dos impérios da Rússia, Alemanha e Áustria, levando à independência da Polônia;

1939 - 1945 - os nazistas alemães invadem o país, mas, mesmo com a retirada de suas tropas, a Polônia é gradativamente englobada na esfera soviética;

1956 - Wladyslaw Gomulka assume o poder e inicia uma abertura política;

1970 - Edward Gierek substitui Gomulka e ajuda a modernizar a economia polonesa durante seus dez anos de governo, apesar de enfrentar constantes problemas na área política, como a corrupção;

O país vai aos poucos se libertando do regime socialista, sendo, em 1990, dissolvido o Partido Comunista. Neste mesmo ano, Lech Walesa assume a presidência da Polônia, enfrentando sérias dificuldades durante todo o seu governo. Em 1995, é substituído por Aleksander Kwasniewski.

População

Grande parte da população é composta por poloneses, com pequenos grupos de ucranianos, eslovacos e lituanos. Tornou-se mais homogênea a partir de 1945, quando os alemães foram expulsos do país.

A densidade populacional é maior nas cidades, mas as aldeias rurais também são bastante populosas.

Religião

A maioria da população é católica e ortodoxa.

Economia

Apresenta uma economia diversificada, dividida entre as indústrias de construção naval, produção de carvão, aço e energia elétrica, embora a agricultura seja a atividade econômica predominante.

Política

O regime de governo da república é a parlamentarismo.

 

 

Polônia

 

DADOS GERAIS 

República da Polônia (Rzeczpospolita Polska). 

Capital: Varsóvia. 

Nacionalidade: polonesa. 

GEOGRAFIA E MEIO AMBIENTE 

Localização: centro-norte da Europa. 

Área: 312.685 km². 

Clima: temperado continental. 

Características: planícies (91,3% do território); região de lagos ao longo do vale do rio Wisla (N); montes Cárpatos (S). 

Cidades principais: Varsóvia (1.638.500), Lódz (818.000), Cracóvia (740.700) (1996). 

Patrimônios da humanidade: Floresta Bialowiesa; Mina de Sal de Wieliczka; Campo de Concentração Auschwitz; Centros Históricos de Varsóvia e de Cracóvia; Antiga Cidade de Zamosc; Cidade Medieval de Torun; Castelo da Ordem Teutônica, em Malbork. 

POPULAÇÃO–38,7 milhões (1999). 

composição: poloneses 98,7%, ucranianos 0,6%, outros 0,7% (1996). 

Idioma: polonês (oficial), alemão. 

Religião: cristianismo 92% (católicos 90,7%, ortodoxos 1,3%), outras 8% (1995). 

Densidade: 123,77 hab/km². 

População urbana: 64% (1997). 

Crescimento demográfico: 0,1% ao ano (1995-2000). 

Faixa etária – 0-14: 8.268.874;15-64: 25.950.988;mais de 64: 4.408.439 (1997). 

Fecundidade: 1,53 filho por mulher (1995-2000). 

Expectativa de vida M/F: 68/77 anos (1998). 

Natalidade: 11 por mil hab. (1997). 

Mortalidade: 10 por mil hab. (1997). 

SAÚDE 

Uso de métodos contraceptivos (% das mulheres entre 15/49 anos): 26 (1998). 

Mortalidade materna: 5 por 100 mil nascidos vivos (1990-1997). 

Mortalidade infantil: 15‰ (1998). 

Gastos com saúde: 5,2% do PIB (1990-1997). 

EDUCAÇÃO 

Analfabetismo: menor do que 5% (1997). 

Escolaridade (% em relação à população em idade adequada)– Primeiro grau: 98,5. 

Segundo grau: 96,7. 

Ensino superior: 24,3 (1996). 

Gastos com educação: 5,7% do PIB (1997). 

GOVERNO 

República com forma mista de governo 

Divisão administrativa: 16 províncias. 

Chefe de Estado: presidente Aleksander Kwasniewski (SLD) (desde 1995). 

Chefe de governo: primeiro-ministro Jerzy Buzek (AWS) (desde 1997). 

Principais partidos: coalizão Ação Eleitoral Solidariedade (AWS), coalizão Aliança Esquerda Democrática (SLD), União da Liberdade (UW), Partido dos Camponeses da Polônia (PSL), Movimento pela Reconstrução da Polônia (ROP). 

Legislativo: bicameral – Senado, com 100 membros; Câmara, com 460 membros. Ambos eleitos por voto direto para mandato de 4 anos. 

Constituição em vigor: 1997. 

ECONOMIA 

Moeda: zloty; cotação para 1 US$: 3,97 (out./1999). 

PIB: US$ 135,6 bilhões (1997). 

PIB agropecuária: 6%; PIB indústria: 39%; PIB serviços: 55% (1997). 

Crescimento do PIB: 4,1% ao ano (1990-1997). 

Renda per capita: US$ 3.590 (1997). 

Força de trabalho: 20 milhões (1997). 

Desemprego: 4,9% (1996). 

Força de trabalho na agropecuária: 25,2%;na indústria: 34%;em serviços: 

40,8% (1997). 

Agricultura: batata (20,8 milhões t), beterraba (15,9 milhões t), trigo (8,2 milhões t), centeio (5,3 milhões t), cevada (3,9 milhões t) (1997); framboesa (36 mil t) (1996). 

Pecuária: bovinos (7,3 milhões), suínos (18,1 milhões), aves (56,3 milhões) (1997). 

Pesca: 451,3 mil t (1996). 

Mineração: carvão (201,3 milhões t), enxofre (2,2 milhões t), cobre (27,4 milhões t), prata (935 t) (1996). 

Indústria: máquinas, equipamentos de transporte, alimentícia, metalúrgica, química, de construção naval, bebidas, tabaco, têxtil, vestuário, refino de petróleo. 

Produção de energia: 102,4 milhões t óleo equivalente (1996). 

Consumo de energia per capita: 2.807 kg de óleo equivalente (1996). 

Dívida externa: US$ 39,9 bilhões (1997). 

Exportações: US$ 25,7 bilhões (1997). 

Importações: US$ 42,3 bilhões (1997). 

Parceiros comerciais: Alemanha, Itália, Federação Russa, Reino Unido, França, Holanda (Países Baixos). 

COMUNICAÇÃO 

Jornais diários: 113 por mil hab. (1996). 

Receptores de rádio: 518 por mil hab. (1996). 

Receptores de TV: 337 por mil hab. (1996). 

Telefones: 194 por mil hab. (1997). 

Celulares: 22 por mil hab. (1997). 

Computadores: 36,2 por mil hab. (1997). 

DEFESA 

Forças Armadas: 278 mil (1995). 

Gastos com defesa: 2,3% do PNB (1995). 

TRANSPORTES 

Frota rodoviária: 262 por mil hab. (1997). 

Automóveis: 221 por mil hab. (1997). 

RELAÇÕES EXTERIORES 

Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan.

 

Habitada pelos eslavos em tempos remotos, a região é ocupada pela Áustria-Hungria na Primeira Guerra Mundial e declara sua independência em 1918. Em 1939, a área é invadida pela URSS e pela Alemanha, que dividem o país ao meio (com a implementação do “corredor polonês”). Cerca de seis milhões de cidadãos poloneses são mortos durante a Segunda Guerra, a metade deles judeus. Com o fim da guerra, a Polônia é agragada ao bloco de influência soviética.

 

Durante esse período, o país passa por momentos conturbados e consideravelmente obscuros. Inúmeras revoltas agrícolas são levadas a cabo e líderes religiosos são presos e assasinados. Com os primeiros indícios da iminente derrocada soviética, no final da década de 80, a oposição fortifica-se e, em 1990, Lech Walesa, líder do partido Solidariedade, chega ao poder.

 

Entretanto, a radical mudança econômica, em direção à economia de mercado, causa uma série de protestos, já que acarreta no aumento dos índices de desemprego e de inflação. Atualmente, os comunistas controlam novamente o país.